Aumenta o número de candidatos a vagas dispensados por causa de redes sociais

Por Mercado E-Commerce | 3 de julho de 2014

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Cuidado com o que você posta nas redes sociais. De acordo com uma pesquisa realizada pela consultoria CareerBuilder, mais da metade das empresas admitiu já ter dispensado possíveis futuros funcionários devido a postagens impróprias em redes sociais. Sites como Twitter e Facebook são cada vez mais usados pelos futuros patrões como uma forma de conhecer os interessados no trabalho e, na mesma medida, estão se transformando em critério de classificação.

Entre os entrevistados, 43% afirmaram já utilizar as plataformas como uma forma de avaliar candidatos, enquanto outros 12% disseram estar pensando em começar a adotar esse método. Foram consultados 2,1 mil gerentes ou diretores de RH, representando um universo de mais de três mil companhias de diversos tamanhos e setores.

As razões para eliminação são as mais diversas e servem também como uma espécie de guia do que você não deve publicar em suas redes sociais. As dicas valem mesmo que você não esteja procurando emprego. Confira os quesitos ao lado do percentual de eliminação de cada um deles:

– Informações ou imagens provocativas ou inapropriadas: 46%
– Postagens sobre o uso de drogas ou bebidas: 41%
– Textos falando mal de antigos empregadores ou colegas de trabalho: 36%
– Pouca capacidade de comunicação: 32%
– Conteúdo discriminatório ou racista: 28%
– Mentiras sobre suas próprias qualificações: 25%
– Compartilhamento de informações confidenciais sobre antigos empregadores: 24%
– Candidato ligado a atividades criminosas: 22%
– Nome de usuário pouco profissional: 21%
– Funcionário mentiu sobre uma falta no trabalho: 13%

Nessa situação, a recíproca também é verdadeira e 33% dos entrevistados afirmaram ter gostado ainda mais de candidatos que já estavam propensos a contratar após pesquisar sobre eles na internet. Mais do que isso, 23% deles afirmaram que a busca virtual foi determinante para que o indivíduo conseguisse a vaga, seja por critérios de personalidade ou pela verificação de trabalhos anteriores realizados por ele.

Eis algumas das razões que levaram empregadores a contratarem candidatos após uma busca online:

– Percepção de encaixe junto à cultura da empresa e personalidade agradável
– Currículo de acordo com as informações encontradas na web e os requisitos para o trabalho
– Redes sociais com aspecto profissional
– Candidatos com boa variedade de conhecimentos gerais
– Boas capacidades de comunicação
– Criatividade
– Candidato recebeu prêmios ou recomendações de outras pessoas ou empregadores
– Interação com contas de mídia social da empresa na qual está interessado
– Grande quantidade de inscritos ou seguidores

Privacidade

Há quem diga que deve existir uma barreira aqui e que as contas nas redes sociais, por serem mais pessoais do que profissionais, não deveriam ser levadas tão em conta assim na hora de contratar um candidato. Por outro lado, como fala a própria Career Builder, as pessoas são uma só e os comportamentos exibidos na web, invariavelmente, acabam dando as caras também no cotidiano das empresas, o que justifica a pesquisa online durante um processo de contratação.

Justamente por isso, esse tipo de preocupação já começa a dar as caras entre os trabalhadores. De acordo com uma pesquisa secundária, 47% dos entrevistados pela Career Builder afirmaram compartilhar suas postagens apenas para amigos e familiares, enquanto 41% deles fecharam seus perfis de forma a evitar passarem uma ideia errada a seus futuros empregadores.

Além disso, muitos estão optando pela criação de perfis variados, para funções profissionais e pessoais, uma alternativa usada por 18% dos entrevistados. 28% deles, ainda, afirmaram deixar completamente as redes sociais durante a busca por um emprego, de forma a garantir que postagens vistas como indevidas não entrem nesse caminho.

Os dados foram obtidos com a consulta de mais de 3 mil empregados das empresas, com idades acima de 18 anos.

Bizarrices virtuais

A pesquisa também pediu que os entrevistados listassem algumas das coisas mais estranhas que já encontraram nos perfis de possíveis candidatos, tenham elas levado à contratação ou vice-versa. Confira:

– Fotos do Pé Grande tiradas pelo próprio candidato
– Imagens do próprio mandado de prisão
– Links para serviços de acompanhantes
– Um processo contra a própria esposa, que teria dado um tiro na cabeça do candidato
– A citação de um porco como o melhor amigo do candidato
– Resultados de exames odontológicos
– Um vídeo de exercícios para senhoras de idade
– Relatos sobre beber e dirigir sem ser pego pela polícia
– Envolvimento em cultos demoníacos

 

Fonte: Canaltech

 

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