Consumidor acima dos 50 é o segundo público que mais compra pela internet

Por Mercado E-Commerce | 30 de maio de 2014

As compras online caíram no gosto dos consumidores com mais de 50 anos. Dos 10 milhões de novos compradores na internet, dois milhões estão na faixa dos 50 ou mais e representam a segunda maior fatia entre esses clientes, segundo pesquisa da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm). Esse público só perde para a faixa dos jovens de 14 a 24 anos entre os que mais gastam com serviços e produtos na internet.

De acordo com Mauricio Salvador, presidente da associação, os benefícios e facilidades da navegação na rede impulsionaram a participação de consumidores mais velhos. “Antes eram os filhos que compravam, agora são os pais que se dispõem a utilizar o e-commerce. Eles adquiriram confiança no ambiente”, afirma Salvador. Ele informa ainda que, por serem menos experientes em questões de tecnologia, os consumidores com mais de 50 anos precisam dobrar a atenção e contar com uma lista de sites confiáveis para comprar.

O aposentado Derneval Gomes de Carvalho, 68, está sempre de olho na questão da segurança. ”No começo fiquei com medo de digitar meu cartão de crédito, mas depois fui ganhando confiança. Mas não é em qualquer site que entro, tem uns que ainda tenho medo. Quando pego confiança, aí sim, compro muito”, disse.

Vaidoso, o aposentado não abre mão de produtos pessoais, como espuma para barbear, cuidados dentais e cremes. “As embalagens chegam discretas e por isso não tenho vergonha de comprar produtos de beleza. Sou melhor atendido por sites do que em uma loja física, na rua”, disse.

De acordo com dados do relatório semestral Webshoppers, do E-bit, instituição que pesquisa o comércio eletrônico no Brasil, o setor de perfumaria e cuidados pessoais é responsável por 18% das vendas totais do e-commerce brasileiro. Em 2013 o setor faturou R$ 28,8 bilhões. Dentro deste cenário, Belo Horizonte também tem apresentado um crescimento interessante este ano. De acordo com dados da Men’s Market, site especializado em produtos masculinos, a capital mineira é responsável por um faturamento de R$ 2 milhões (10%) do faturamento da loja online.

Mau Atendimento

O mau atendimento nas lojas físicas foi um dos fatores que levou o gerente comercial João de Barros Neto, 65, ao universo online. Veterano, ele faz compras pela internet há pelo menos seis anos. “Compro de tudo, desde produtos de pet shop para os meus seis cachorros, a livros, CDs e passagens aéreas”, disse. Entre as vantagens, segundo ele, estão a praticidade de pesquisar preços sem sair da cadeira e encontrar produtos com bons descontos.

Alerta

Segundo o Procon-SP, mais de 320 e-commerces ativos não são recomendados. A lista divulgada pelo órgão contém o endereço eletrônico em ordem alfabética, razão social da empresa e número do CNPJ ou CPF, além da condição de “fora do ar” ou “no ar”. Confira a lista completa.

 

Fonte: Estado de Minas

 

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