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Marketplace no Brasil: sucesso garantido?

O modelo marketplace vem ganhando cada vez mais notoriedade no mercado de e-commerce brasileiro.

Por Mercado E-Commerce | 19 de fevereiro de 2018

O marketplace ou e-marketplace, já bastante consolidado nos Estados Unidos, tem como principal referência a Amazon, gigante do comércio eletrônico americano. A empresa, já há algum tempo, abriu seu e-commerce para que vendedores pudessem comercializar seus produtos através de uma marca já conhecida e qualificada no mercado americano. O resultado é o que vemos hoje diante do enorme poder de vendas da empresa e valor que a marca tem no mercado. No Brasil, o Mercado Livre se destaca como o maior operador de MarketPlace do mercado, dentro do formato C2C (consumidor para consumidor).

No Brasil, cada vez mais varejistas estão aderindo ao modelo que chegou a marca de 25,5 milhões de e-consumidores em 2017. Totalizando, cerca de 45 bilhões de reais em pedidos. Hoje no Brasil, diversos players abriram para vendas através de MarketPlace, como o Grupo B2W, dona da Americanas.com e Submarino.com, além do Grupo CNOVA, responsável por marcas como Extra, Casas Bahia e Ponto Frio. Recentemente, vimos a entrada da gigante norte-americana Amazon.com.

O mercado de moda e decoração também conta com diversos marketplaces no Brasil como o Elo7, Oqvestir, Privália, Enjoei e a Farfetch, que tem foco nesse tipo de produto e consequentemente atingem milhares de artesãos e designers, simplificando a entrada desse público no universo das vendas online.

Há vantagens e desvantagens para uma marca em fazer parte de um marketplace. É preciso estar atento à reputação geral do site antes de aliar marca e produto à imagem do mesmo. O modelo é feito de diversos vendedores e políticas diferentes, o que pode comprometer a imagem do e-commerce já que nem todos os vendedores podem estar cumprindo com as boas práticas de atendimento e entrega do produto ao consumidor. Ao mesmo tempo, o vendedor não precisa se preocupar com a estrutura tecnológica da sua loja virtual, bem como os requisitos de segurança e formas de pagamento, que já estão incluídos nos planos de utilização. Os custos são referentes á manutenção da loja e transações de pagamento, o que para alguns são cobranças abusivas, apesar de garantirem o bom funcionamento do site e a segurança de quem vende e de quem compra.

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Para aqueles que veem dificuldades em montar a própria loja virtual ou que já possuem uma e pretendem expandir seus canais de venda com baixo investimento, o marketplace pode ser uma boa solução. Em ambos os casos é importante estar atento às questões de atendimento ao consumidor, estoque, logística e divulgação da loja, pois são políticas individuais de cada vendedor, não fazendo parte das responsabilidades do marketplace.

O modelo promete crescer e fortalecer cada vez mais o mercado nacional de e-commerce e levar a possibilidade das vendas online para pequenos, médios e até grandes empresários.

 

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